São Paulo, Brasil, circa 1991

 

Isso é um manifesto.

 

Em dado momento da vida, havemos de nos perguntar os porquês do que fazemos. Ora, se o trabalho cujo propósito é a movimentação de capital já me é estabelecido como pré-requisito de existência dentro dessa sociedade, então ao menos o seu valor será determinado por mim. 

 

Um por amor, dois por amor também.

 

Ser artesão. 

 

Munir-se da natureza, elaborar ideias, materializá-las com as próprias mãos. A dádiva inerente ao ser humano. Fazer o uso das habilidades manuais, do domínio técnico e da sensibilidade estética para entregar funcionalidade. 

 

“Se não podemos comprar uma sólida e honesta mobília, façamo-la nós mesmos” — Willian Morris

 

A IMJR entrega o feitio manual;

O saber cultural;

O esmero técnico;

O propósito de existência;

A riqueza material.

 

Adoto a responsabilidade silenciosa que existe no ato de confeccionar mais objetos para o mundo. Faço jus às árvores que dão matéria às ideias elaboradas; essas que nascem com um propósito de servir ao humano, de enriquecer a produção manual, expandir a consciência cultural e propor um consumo consciente. 

 

Acredito que uma das maneiras de fomentar a prática de consumo sustentável seja com a oferta de produtos duráveis. A funcionalidade é o ponto de partida; o emprego sensato das técnicas construtivas garante uma produção de qualidade; a estética sana a pluralidade dos gostos, e o mais importante: a finalização de um produto inteligente e duradouro. 

 

Encontrarão isso aqui.



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